Isso é um fato, nossas finanças pessoais são a principal raiz de nossa falta de tranquilidade, e muitas vezes do estresse que enfrentamos no dia-a-dia. Quando falamos de dinheiro, a coisa complica um pouco. Todos temos nossas razões particulares e nossos motivos para gastarmos da maneira que nos convêm. E, claro, temos razão afinal é um direito nosso fazer o que nos convêm com o nosso dinheiro.
Entretanto, se alcançamos uma “tranquilidade financeira” podemos começar a pensar em buscar novos objetivos. Sentimos a segurança de ter alcançado tal tranquilidade e começamos a ver o mundo sob uma nova perspectiva. Os passos para buscar a tal “tranquilidade financeira” provavelmente já são bastante conhecidos, mas simplesmente conhecer não basta, é necessário vivê-los de fato.
Aqui pretendemos rever esses passos que precisam se tornar hábitos em nossas vidas. São eles:
- Pagar débitos. É essencial zerar os débitos, mas como conseguir isso? São tantos que nem sabemos por onde começar. Simples, antes de mais nada monitore continuamente os seus desejos e ímpetos de consumo, e estanque a sangria. Saber para onde está indo seu dinheiro é um bom passo, mas não é o mais importante. Antes de saber para onde está indo você precisa conhecer seus comportamentos, buscar entender como você funciona em relação ao seu dinheiro. Você se livra dele o quanto antes, ou você prefere saber que pode contar com ele na hora em que precisar?
- Pague suas contas assim que elas chegarem. Essa é uma das formas mais fáceis de eliminar o estresse gerado pelas contas. Se você utiliza seu banco via Internet, melhor ainda, em minutos você consegue acertar as contas e ficar livre delas. Sem dúvidas que aqui você precisa ter dinheiro no banco, então é melhor saber que você tem algum dinheiro e que pode contar com ele.
- Utilize o débito automático. Para aquelas contas nas quais você já tem um certo controle, como as contas de energia que geralmente já vêm em um modelo quase que repetitivo. Por exemplo, sua conta de energia vem entre 90 e 95 reais quase todos os meses, essa conta pode ir para o débito automático, afinal você tem um certo controle sobre ela. Em alguns casos o valor é fixo mesmo, então vale a pena deixá-lo em débito automático. Um cliente me contou a alguns meses que ele deixou inclusive um “débito automático” de investimentos dele. Ou seja, criou o hábito de “se pagar primeiro”. É uma excelente solução, e uma alternativa ao item anterior.
- Desenvolva uma rede de segurança financeira. Isso pode ser feito agora mesmo. Se você é casado e tem dependentes, você precisa de um seguro de saúde o quanto antes. Faça uma pesquisa e tenha certeza de que você escolheu o melhor plano de acordo com as suas necessidades. Fazer o plano de cobertura completa talvez não seja o investimento mais inteligente a ser feito. Verifique também os outros seguros, do carro, do apartamento, enfim todos. Desenvolva um “fundo da felicidade”. Sabemos que esse é um conselho conhecido como “desenvolva um fundo de emergências”, mas acreditamos que é melhor desenvolver um fundo que nos traga momentos felizes, momentos de emergência não são exatamente o que entendemos como “tranquilidade” . Se nosso objetivo é uma tranquilidade então certamente um fundo de três a seis meses de trabalho, ou algo de acordo com o período que lhe trouxer mais paz será um “fundo da felicidade”. Esse dinheiro é para os dias felizes e tranquilos, dias de paz de espírito financeiro, concentre-se nisso.
- Reveja suas finanças semanalmente. Para adquirir um senso de controle sobre suas finanças, é interessante desenvolver o hábito de monitorá-las semanalmente. Atualizando suas planilhas, suas anotações, etc. Dessa forma você se assegura de que não tem nenhuma conta atrasada ou nenhum cheque pendente. Mesmo que suas contas estejam no débito automático, é necessário um acompanhamento para saber para onde o dinheiro está indo. Utilize de 10 a 20 minutos por semana para visitar seu orçamento, verificar seus gastos, suas receitas e ter certeza de que está tudo sob controle. Se você é casado(a), fazer isso com juntos é excelente, permite um desenvolvimento do casal inclusive.
- Converse sobre dinheiro com seu parceiro. Falando em casados, geralmente o dinheiro é motivo de estresses e discussões homéricas em casa. Já vivenciamos isso, sabemos como é. Apesar disso, entendemos que discutir sobre o dinheiro de maneira racional e livre de uma visão emocional é o melhor que pode ser feito. E pode inclusive salvar muitos casamentos. Talvez o dinheiro seja para um dos parceiros uma forma de status, ou de tranquilidade, para o outro seja uma forma de prazer. Imagine, comprar é um prazer, e portanto gastar dinheiro é um prazer. Ao identificar esses comportamentos é possível atenuar e até modificar os comportamentos em relação ao dinheiro. Se isso ainda não é feito, certamente vai ser complicado no começo, mas depois, especialmente quando os sonhos estiverem traçados e os resultados começarem a aparecer, será prazeroso participar dessas rodadas de sucesso. Reservem de 10 a 20 minutos para conversar sobre as finanças juntos, revejam os objetivos, tenham certezam de que estão juntos nessa, olhem-se nos olhos e isso certamente irá se refletir na relação e o nível de estresse será mitigado paulatinamente.
Bom trabalho!
Artigo adaptado de “Financial Zen: How to Get Financial Peace of Mind“.
