Educação Financeira Sustentável

Setembro 18th, 2007

Lendo hoje o newsletter diário do InfoMoney, nos deparamos com um artigo cujo título é “Foco na qualidade de vida: o que é educação financeira sustentável“. Esse artigo aborda uma questão que refletimos a muito tempo. Muitos utilizam o argumento de que não perdem seu tempo concentrados no acúmulo de dinheiro, já que esse comportamento só levaria a uma situação de estresse constante em suas vidas.

Esse argumento muitas vezes justifica uma vida financeira difícil, no entanto, da forma como foi abordado no artigo a coisa muda de figura. A idéia de focar na “qualidade de vida” vai de encontro ao estresse de uma neurose por acúmulo de dinheiro ou de uma situação financeira difícil. Nos parece claro a busca pelo meio termo, onde há o equilíbrio entre o acúmulo de capital e uma vida financeira saudável são ferramentas para a realização de sonhos e objetivos no decorrer da vida de um indivíduo ou família.

Fica claro que uma educação financeira sustentável busca minimizar o impacto do estresse decorrente da falta de dinheiro e também do excesso dele (que por incrível que pareça, é fonte de muitos problemas de nossa sociedade). Esse modelo de educação nos permite perceber também que não importa ficarmos constantemente fissurados no retorno de nossos investimentos, temos que nos preocupar sim, com um retorno dentro do nosso planejamento de vida.

Esse retorno é o que nos permitirá fazer uma viagem com a família, proporcionar lazer, cultura e diversão, que afinal são essas as maiores fontes de sensação de bem-estar em qualquer canto do planeta.

Outras informações:

Instituto Akatu

A eficácia vem da clareza do objetivo

Julho 23rd, 2007

Só existem dois problemas na vida: (1) você sabe o que quer, e não sabe como conseguir; e/ou (2) você não sabe o que quer.” Steven Snyder - Especialista em Aprendizagem

Já abordamos os objetivos em outra oportunidade aqui no blog, mas não sob a ótica do empreendedorismo. Hoje vamos abordar a coerência entre empreender e fazer acontecer. Também aproveitamos a oportunidade para começar uma série de postagens com frases ligadas ao tema sempre que for possível.

Encarar a vida de maneira tão simples é uma verdadeira arte. Imaginar os mais complexos problemas da vida com perspectivas pouco infladas permite um ganho muito grande em termos de produtividade. Aqui não encaramos a perspectiva emocional dos problemas, apenas o fazer ou deixar de fazer.

Quando despendemos algum tempo e esforço na tarefa de visualizar os resultados que pretendemos alcançar não estamos perdendo tempo. É possível inclusive afirmar que estamos ganhando algum tempo. Esse processo permite identificar quais serão os detalhes, os processos internos, as necessidades de recursos materiais, pessoais e financeiros entre outros que o negócio, projeto ou aquilo que você pretende realizar demandam. No campo do empreendedorismo observamos muitos empreendedores que fazem desse processo sua vida (O que acredito ser o SerNPJ citado pelo Bob).

Podemos afirmar, nesse caso, que empreender é solucionar o primeiro grande problema da vida, “saber o que quer”. Nem que seja apenas uma visualização mental, longínqua e ainda não muito bem especificada. Empreender é também começar a especificar os detalhes do negócio, das mais triviais questões até as decisões estratégicas e formulação de objetivos do próprio negócio. Aqui começam a aparecer as soluções para a segunda parte do primeiro problema o “e não sabe como conseguir”.

Quando um objetivo está bem definido temos, inerente a este, ações a serem realizadas para que possamos no futuro entendê-lo como concluído. E ai, estamos fazendo acontecer como empreendedores.

– Notas

Esse artigo foi inspirado na metodologia de organização desenvolvida pelo consultor americano David Allen, no site Efetividade.net existe um excelente artigo sobre o assunto que pode ser acessado aqui.

Gerenciamento de Risco… e Medo!

Julho 12th, 2007

 

Ao começar escrever o próximo artigo, concentrado na tarefa de abordar uma questão bastante intrigante para mim que é o “Gerenciamento de Riscos” ou “do Medo”, eis que recebo um e-mail de um amigo falando exatamente sobre isso, vou postá-lo na íntegra:

Superar o medo e administrar o risco

“Houve momentos em que pensei que poderia falhar.
Houve momentos em que até pensei que deveria falhar.
Mas, por alguma razão, nunca pensei que falharia.”
(Phil Knight, Nike)

O maior medo a confrontar os inovadores não é o medo de errar, mas o de não tentar ou, ainda, ser suplantado por outrem.

O mundo está repleto de idéias. E a grande maioria das pessoas vai levá-las consigo após o suspiro final devido à incapacidade de torná-las tangíveis, colocando-as em prática.
Temos o hábito de ficar esperando pelo mundo perfeito. Queremos controlar o ambiente e as circunstâncias, adotamos a hesitação como parceira e vemos o tempo escorrer pelas mãos e a frustração nos visitar.

O ótimo é inimigo do bom. Por isso, aja! Esteja preparado para errar e acostume-se com o erro. Corra riscos. Se você não o fizer, alguém o fará em seu lugar. Se você tiver medo de falhar, você vai falhar. É como um velho lema dos lutadores de artes marciais: se você teme perder, já está vencido.

Encare o risco, o perigo e o fracasso como adrenalina que acelera o pulso, dilata as pupilas, impulsiona as sinapses proporcionando-lhe uma explosão de prazer por fazer diferente no intuito de fazer a diferença. Como dizem na Intel Capital: “Ser o primeiro entre os piores é melhor do que ser o segundo entre os melhores“. Arrisque. E acredite.

* Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP, é empresário, consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp.

Perfeito não? Até a próxima!